8/23/2007

O Deus que ama pecadores - Parte I

Postado por Luís Filipe de Azevedo


A igreja evangélica de nossos dias a aceita a graça de Deus na teoria, mas nega-a na sua prática religiosa. Diversas pessoas têm visto a igreja institucional como uma casa de temor e terror e não uma casa de amor. Isso porque a nossa cultura tornou o conceito de graça algo impossível de ser compreendido e muito menos alcançado.

Quantas vezes você já falou para seus filhos a seguinte frase: “Deus ama as crianças boazinhas”? Quantos sermões você já ouviu com ênfase na justiça própria e no esforço pessoal? Nossa espiritualidade ao invés de ter início em Deus e na ação do Espírito Santo de Deus em nós, ela começa no “eu tenho que fazer alguma coisa para agradar a Deus”. Aquilo que deveria ser o fruto do Espírito em nós, transformou-se em algo de nossa inteira responsabilidade. Falamos sobre adquirir virtudes como se fossem habilidades inatas em nós, que precisam de desenvolvimento, como andar, falar, escrever, etc.

De fato, não sabemos o que realmente significa graça, talvez o saibamos conceitualmente, mas não na prática. O Evangelho da Garça causa um choque nos religiosos de plantão e escândalo para quem não tem noção da sua profundidade. Foi isso que atormentou Martinho Lutero e se desencadeou na Reforma Protestante no século XVI.

A Reforma só veio à tona porque um dia Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo aos romanos 1.17: “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé e, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero não conseguia entender uma questão fundamental do Evangelho de Cristo: de que forma a mensagem cristã podia ser chamada de “Boas Novas” sendo Deus um juiz justo que trata os bons com bondade e pune os perversos com castigo? Será que Jesus veio essa terrível mensagem? Como a revelação do evangelho podia ser chamada de “Boa Nova”, haja vista que era assim a mensagem do Antigo Testamento, a mensagem da Lei, a mensagem da retribuição, da ameaça de punição aos pecadores.

Depois de muita crise existencial, Lutero chegou à percepção verdadeira e afirmou que os próprios portões do Paraíso tinham sido abertos pra ele. Ele compreendeu que Paulo falava de uma justiça pela qual, pelo sacrifício de Cristo, Deus tornou justos pecadores pelo perdão dos pecados na justificação do sangue de Jesus. Que verdade maravilhosa! É a justiça pela graça mediante a fé. E a afirmação da central da Reforma permanece: não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade, tivemos nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho. Essa é a verdadeira mensagem do Evangelho: a boa nova da graça de Deus revelada em Jesus.

Um abraço,
Luís Filipe

1 comentários :

NESTON disse...

Fico feliz por saber que tem alguém no mundo que conhece DEUS como eu também conheço, por que o DEUS que a gente ouve as pessoas "falarem" por aí, não condiz com o DEUS que eu conheço, o meu DEUS é um DEUS bondoso, misericordioso, um DEUS de amor, um DEUS que nos proteje e que nos ama, e não um DEUS terrorista e vingativo que as pessoas tem pregado por aí!! Um abraço!! Parabéns pela mensagem!!!